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março 11, 2019

Débora explica silêncio após separação: “Para não expor mais uma mulher”

Débora Nascimento usou as redes sociais, no último domingo (10), para publicar um longo desabafo. No texto, a atriz explicou a razão de seu silêncio e disse que se sente oprimida. “Mantive meu silêncio justamente para não expor mais uma mulher – exercitando minha empatia e sororidade, que é verdadeira e não oportuna”, escreveu em […]

Débora Nascimento usou as redes sociais, no último domingo (10), para publicar um longo desabafo. No texto, a atriz explicou a razão de seu silêncio e disse que se sente oprimida.

“Mantive meu silêncio justamente para não expor mais uma mulher – exercitando minha empatia e sororidade, que é verdadeira e não oportuna”, escreveu em um trecho.

Sem papas na língua, a morena divagou sobre a forma como a web dissemina as notícias. “A verdade costumar ter três lados: o da pessoa que conta a sua versão, a versão do outro e finalmente o fato propriamente dito. Mas hoje temos o universo paralelo da internet e das redes sociais cheios de robôs e comentaristas da vida alheia que julgam a partir de um sistema de manipulação de imagem e narrativa”, avaliou.

E continuou: “Nesse mundo virtual versões construídas crescem exponencialmente e ganham contornos maiores do que a vida real e assim é criada uma hipócrita, oportunista e artificial quarta verdade”.

Ao final do texto, a famosa citou a filha, Bella, de 4 meses, fruto do relacionamento com José Loreto. “Não aceito nada menos que ser feliz, devo isso a mim e à minha filha”, afirmou.

Vale lembrar que toda polêmica começou após Débora, supostamente, ter colocado o ex-marido para fora de casa, no início do mês passado. Na ocasião, Marina Ruy Barbosa foi apontada como pivô da separação. Entretanto, tanto a ruiva, quanto o ator negaram o affair.

 

 

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Nenhuma mulher merece se sentir oprimida. Diante de tantos ataques e injúrias oportunistas que venho sofrendo, meu silêncio agora me oprime, mas a verdade há de me libertar. Vamos falar de verdade? A verdade costumar ter três lados: o da pessoa que conta a sua versão, a versão do outro e finalmente o fato propriamente dito. Mas hoje temos o universo paralelo da internet e das redes sociais cheios de robôs e comentaristas da vida alheia que julgam a partir de um sistema de manipulação de imagem e narrativa. Nesse mundo virtual versões construídas crescem exponencialmente e ganham contornos maiores do que a vida real e assim é criada uma hipócrita, oportunista e artificial quarta verdade. Eu, Débora, faço questão de viver e valorizar a vida real, de acordo com meus princípios, prezando pelo bom senso e respeitando quem eu sou genuinamente: uma mulher de 33 anos, que trabalha muito, mãe de uma menina de 10 meses. Eu que sempre optei pela discrição em minha vida pública, sofri uma exposição e fui refém de uma situação que não escolhi. Tenho muita consciência do que vi e vivenciei, ninguém agiu sozinho, isso foi bem claro para mim. Mantive meu silêncio justamente para não expôr mais uma mulher – exercitando minha empatia e sororidade, que é verdadeira e não oportuna. Devemos sempre pensar na genuína fragilidade alheia. Nunca me permiti esmorecer. Pautei minhas atitudes com muita cautela, sempre priorizando proteger minha filha. Tenho ciência do meu poder feminino- o que considero um ato de resistência dentro da estrutura moralista e machista de um país onde 536 mulheres são agredidas por hora, onde as estatísticas perdem espaço para fake news. Sei que sou dona do meu corpo, valores, escolhas e silêncios. E nenhuma manipulação, julgamento injusto, narrativa artificial ou notícia mentirosa vai me impedir de ser feliz. Não aceito nada menos que ser feliz, devo isso à mim e minha filha.

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